A Associação Nacional das Distribuidoras Audiovisuais Independentes (ANDAI) se reuniu com a ministra da Cultura, Margareth Menezes, para discutir os desafios do cinema brasileiro. O encontro, que também contou com representantes da Secretaria Executiva e da Secretaria do Audiovisual, teve como foco a liberação de verbas e o futuro da distribuição de filmes nacionais.
O impasse na distribuição de filmes brasileiros
Atualmente, as distribuidoras da ANDAI são responsáveis pelo lançamento de cerca de 50% dos filmes brasileiros nos cinemas. No entanto, mais de 150 produções estão represadas por falta de verba para comercialização. Segundo Igor Kupstas, vice-presidente da ANDAI e representante da O2 Play, a situação se agrava pela ausência de editais de comercialização no Fundo Setorial Audiovisual (FSA) desde 2018.
Uma das principais reivindicações da ANDAI é a liberação do Edital de Comercialização, que foi aprovado no PAI 2024 com R$ 60 milhões, mas ainda não foi lançado. A entidade também quer a garantia de recursos para distribuição nos futuros planos anuais de investimento.
O que diz o Ministério da Cultura?
A ministra Margareth Menezes afirmou que o governo está ciente dos problemas e busca soluções para destravar o mercado. Uma das medidas discutidas foi a inclusão da Chamada de Comercialização na pauta do Comitê Gestor do Fundo Setorial Audiovisual (FSA), o que pode acelerar a liberação dos recursos.
Felipe Lopes, presidente da ANDAI e representante da Retrato Filmes, considerou a reunião produtiva: “A ministra e sua equipe entendem a importância da distribuição audiovisual para a democratização da cultura. Houve um compromisso para agilizar a reunião do Comitê Gestor do FSA e lançar o edital de Comercialização, que deveria ter saído em dezembro de 2024.”
O impacto da falta de investimentos
Sem recursos, muitos filmes brasileiros correm o risco de não chegar ao público, o que compromete a diversidade do cinema nacional. A ANDAI reforça que a distribuição é essencial para garantir que essas produções alcancem as salas de cinema e plataformas de streaming.
O encontro foi um passo importante para destravar os recursos e garantir que o cinema brasileiro continue crescendo. Agora, resta aguardar os desdobramentos das negociações com o Ministério da Cultura.