Se tem algo que define Cazuza: Boas Novas, documentário que chega aos cinemas em julho de 2025, é urgência. A urgência de viver, de criar, de deixar algo que ecoasse mesmo depois do silêncio. Dirigido por Nilo Romero — parceiro musical e amigo íntimo do cantor — e co-dirigido por Roberto Moret, o filme é um mergulho direto em um dos capítulos mais intensos da vida e obra de Cazuza: o período entre 1987 e o início de 1989, quando sua saúde já estava fragilizada pelo avanço da AIDS.
Nesse curto intervalo, Cazuza fez o impossível: lançou três discos, foi premiado diversas vezes e realizou mais de 40 apresentações do show O Tempo Não Para, que se tornou um dos marcos de sua carreira. Tudo isso enquanto enfrentava um diagnóstico devastador e um tempo cada vez mais curto.
Arquivos inéditos e depoimentos emocionantes
O documentário entrega um retrato íntimo do artista com imagens raras, vídeos de bastidores e falas emocionantes de quem esteve ao lado dele. Ney Matogrosso, Gilberto Gil, Frejat e Lucinha Araújo são alguns dos nomes que ajudam a contar essa história que vai muito além do palco. É um filme que mostra o Cazuza homem, amigo, filho e, acima de tudo, artista até o fim.
Cazuza: Boas Novas é uma produção da 5e60 Filmes, com coprodução da Kajá Filmes e distribuição da recém-lançada Curta Cine-Distribuidora, braço do Grupo Curta!. É o primeiro filme do selo a chegar aos cinemas — e com estilo. A previsão é que a obra também entre na programação do Canal Curta! em 2026, ampliando seu alcance para o público da TV e streaming.
Por trás das câmeras: quem assina o filme
Nilo Romero foi mais do que diretor. Ele viveu parte da história que está sendo contada. Parceiro musical de Cazuza, ele também foi o responsável pela direção musical do espetáculo O Tempo Não Para. A conexão entre os dois transborda na forma como o documentário é construído, sempre com respeito, afeto e verdade.
Roberto Moret, que divide a direção, é jornalista, roteirista e responsável por outros projetos que mesclam entretenimento com relevância social. A soma de experiências dos dois diretores traz equilíbrio ao filme: entre emoção e informação, entre o brilho da arte e o peso do contexto.
Um filme para fãs de música, cultura brasileira e documentários

O documentário é mais do que um tributo: é uma celebração de como a arte pode resistir até quando o corpo já não consegue mais. Cazuza: Boas Novas acerta em cheio no coração de quem viveu os anos 80 e também de quem só conhece Cazuza pelas músicas que seguem vivas nas rádios, playlists e palcos.
Para quem ama música brasileira, acompanha produções nacionais e valoriza histórias que importam, o longa é imperdível. Não é só um filme sobre Cazuza. É um filme sobre o que a arte pode fazer mesmo quando tudo parece estar desmoronando.